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Novo texto sobre regras de publicidade traz esperança à modernização jurídica – OAB aprova novos artigos no Provimento 94/2000

Novo provimento da OAB promete modernizar entendimento da organização sobre Marketing Jurídico.

Por muito tempo a advocacia vem se limitando frente ao ritmo de crescimento da sociedade. Anacrônica, a prática jurídica vinha sofrendo com o descompasso entre o perfil de novos clientes e o posicionamento pouco estratégico dos advogados.

As dúvidas que já foram muitas, contudo, começaram a ser respondidas pela própria necessidade de reinvenção da classe diante da pandemia e o ativismo de profissionais que buscaram, na intersecção com o universo corporativo, as respostas e as melhores práticas para ampliar seus canais de diálogo, possibilidades de soluções e desenvolvimento de uma presença virtual.

Embora tímido, o primeiro sinal de revolução digital chega à OAB pela revisão do Provimento 94/2000, que na última quinta-feira (17/06/2021) teve os seus primeiros dois artigos validados pelo Conselho Federal.

O novo texto dá conta de liberar expressamente o marketing jurídico, desde que respeitados os parâmetros éticos e normativos da profissão confiados ao Código de Ética e Disciplina da OAB, ao Estatuto da Advocacia e ao Provimento em questão. Uma resposta clara ao indicador de 82% de aprovação da publicidade e propaganda nas redes sociais aferido na consulta pública promovida em 2019.

A promessa é de uma construção normativa arrojada, atenta à jovem advocacia e que traga novas ferramentas de trabalho em marketing ao dia a dia jurídico. Cabendo aqui um destaque ao inciso VI, do art. 2° já aprovado, que versa sobre a publicidade ativa, cujo texto dá positiva margem aos anúncios pagos e prenuncia o fim da insegurança que emerge dos diferentes entendimentos seccionais apreciados pelos TEDs.

Não faltando cases de sucesso aos advogados que se anteciparam à modernização da advocacia, fazendo-se presentes no marketing digital de conteúdo, fica nítida uma nova janela de oportunidade que inicia uma corrida para readequação dos escritórios.

O jurista pioneiro terá grande vantagem no exercício da sua profissão e ao desenvolver uma marca forte conseguirá superar a captação de clientes pela indução de serviços e litígios, que seguem sendo práticas vedadas. 

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